Vivemos em um mundo acelerado, hiperconectado e, por isso efêmero. Os dias passam sem nos darmos conta, tamanho é o volume de informação que recebemos o tempo todo. E, na maioria das vezes, corremos loucamente para dar conta de tudo e mais um pouco.

Estas características da atualidade se refletem, também, na moda. A sociedade do aqui-e-agora exige o consumo instantâneo de tendências recém lançadas com a mesma rapidez com que uma pessoa almoça um sanduíche enquanto trabalha pelo celular, postando a foto do sanduíche. E a moda vem acompanhando, ao longo da história, a forma de consumir da sociedade, em dois movimentos antagônicos: fast fashion e slow fashion.

Os primeiros sinais da fast fashion começaram a aparecer a partir da revolução industrial e foram consolidados na década de 80.  A produção em larga escala despersonalizou a moda, antes produzida sob medida por costureiros, ao mesmo tempo em que a tornou mais acessível e barata. Se antes a moda era, de certa maneira, elitista, as fast fashion democratizaram o acesso às peças.

Ver uma tendência na passarela e comprá-la por um preço baixo, quase que imediatamente, seduz qualquer fashionista!

No passado, a moda era um serviço caro e demorado: a partir dos desfiles o consumidor escolhia uma tendência e encomendava ao costureiro, que comprava o tecido em pequena quantidade e, artesanalmente, construía a peça, exclusiva.

No fast fashion tudo é hiper, a produção em larga escala é terceirizada (muitas vezes sem preocupação com direitos trabalhistas), novos produtos são lançados várias vezes por semana, impulsionando a mentalidade do descarte para seguir as tendências voláteis, os tamanhos são padronizados (devem atender a vários tipos de corpos) e os tecidos de baixa qualidade, sem durabilidade.

Além de tudo, o impacto ambiental deste modo de produção não é uma preocupação das marcas de fast fashion, que, no processo, poluem, utilizam água em excesso e descartam o excedente de produção em aterros. Isso produz resíduos em escala gigantesca, que vão se acumulando na natureza. A moda é, hoje, a segunda indústria mais poluente do mundo, ficando atrás apenas do petróleo.

A popularização da moda através das fast fashion é um reflexo da sociedade que quer tudo ao mesmo tempo, aqui e agora, e que se desfaz com muita rapidez das peças para substituir o desejo antigo por um novo.

Engajada e bem vestida? Seja esta pessoa

Na contramão do imediatismo, surge, na metade dos anos 2000, o slow fashion, movimento de moda sustentável que se preocupa com o meio ambiente, com os trabalhadores e com a ética.

É um resgate da moda personalizada, em que o ritmo da produção autoral dos designers não é ditado pelo frenesi do mercado. Há um estudo do material focado na durabilidade do produto e a forma de produção prioriza trabalhadores locais, sempre atenta à consciência socioambiental.

O slow fashion é uma alternativa de moda consciente e gira em torno da sustentabilidade: nada é produzido em excesso, permitindo produções autorais, que não apenas reproduzem o que a massa consumidora espera.

O slow fashion é o renascimento de um novo sistema a partir da experiência do fast fashion.

Ao comparar os custos dos produtos, o fast fashion sai na frente. Seu modo de produção em massa, baseado em mão de obra e materiais baratos, sem levar em conta os aspectos sociais da produção e, muitas vezes, ocultando o impacto ambiental, possibilita que o valor a se pagar pela peça seja proporcional ao seu tempo (curto) de uso.

É preciso fazer fazer escolhas conscientes. O investimento em uma peça produzida nos moldes do slow fashion, de custo mais elevado, é muito mais inteligente. Você estará optando por durabilidade e exclusividade.

Aposte em peças clássicas e fiéis ao seu estilo. Peças-chave de boa qualidade que transitem em todas as estações são eternas. Faça escolhas racionais e objetivas, além de estar antenada com a necessidade do desenvolvimento de uma consciência sustentável.

Compromisso consciente

A Eamei trabalha com marcas que acreditam na responsabilidade sócio-ambiental. Por trás de cada peça maravilhosa que comercializamos está a preocupação com a qualidade, a produção criativa, as condições de trabalho e o impacto da produção na natureza.

Em nosso site você sempre encontrará dicas para exercitar o consumo consciente que tem tudo a ver com a boa moda. Nossas peças seguem trends que equilibram o momento às referências clássicas, e é por isso que podemos te garantir: você nunca fará, aqui, uma compra descartável.

Para nós, respeitar o planeta é um compromisso da própria moda – e você é a maior protagonista desta escolha. Toda nossa curadoria é feita para agradar às clientes, nossas musas fashion e engajadas, contemporâneas e conscientes, que não perdem a beleza e o charme ao se preocupar com seu próprio consumo.

Resumindo, conte sempre com a gente para uma slow fashion de respeito. 😉